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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Serra da Cabreira - Pôr do Sol

Assim é o pôr do Sol na Serra da Cabreira, no concelho de Vieira do Minho. Os tons quentes do sol, aquece a paisagem. No céu o espectro luminoso é bastante amplo e junto a este marco geodésico aos 1206m de altitude, é posivel observar Vieira do Minho, Povoa de Lanhoso e o monte onde fica situado o santuário do Bom Jesus em Braga.






terça-feira, 1 de julho de 2014

Moinhos Ruivães - Vieira do Minho

De fácil localização e em relativamente bom estado de conservação (excepto telhado), é possivel encontrar um conjunto de moinhos, na freguesia de Ruivães em Vieira do Minho. A vegetação envolvente e a densidade das arvores que ali existem mistificam este lugar.

Em tempos terá sido por aqui que se fazia o acesso à aldeia. Ainda se pode ver os encontros de uma ponte em pedra que ali existia e que passava por entre dois dos moinhos.

Um caminho ainda bem conservado, leva-nos à vila.

Espero que gostem destas fotografias.






domingo, 25 de maio de 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ponte da Misarela - Sidrós / Ruivães - Montalegre / Vieira do Minho

A Ponte da Mizarela localiza-se sobre o rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, em Portugal. Liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre.

Está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão.

Segundo a lenda local, esta ponte foi construída pelo próprio Diabo:
"Havia um mau homem em terras de Além Douro, a quem a justiça encarniçadamente perseguia por vários crimes e que sempre escapava, como conhecedor que era dos esconderijos proporcionados pela natureza. Apertado, porém, muito de perto, embrenhou-se um dia no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. 'Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma', disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido, mas pouco depois sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derrocavam, e ninguém mais ouviu falar da improvisada ponte. Os anos volveram e, enfim, chegou a hora do passamento. Moribundo e arrependido, confessou ao sacerdote o seu pacto. Este foi ao sítio da ponte e tratou igual pacto com o Diabo. A ponte reapareceu e o sacerdote passou, mas tirando rápido, um ramo de alecrim, molhou-o na caldeirinha que levava oculta, três vezes aspergiu, fazendo o sinal da cruz e pronunciando as palavras sacramentais dos exorcismos. O mesmo foi fazê-lo que sumir-se o Demónio, deixando o ar cheio de um vapor acre e espesso, de pez e resina, de envolta com cheiro sufocante de enxofre, ficando de pé a ponte."







quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Luz ao fundo

Chaminé de Equilibrio
Fotografia tirada dentro da futura chaminé de equilibrio do aproveitamento hidroelectrico de Venda Nova. Futuramente este espaço estará repleto de água.

Snow in Portugal - North



sábado, 24 de novembro de 2012

Aldeia de Campos - Vieira do Minho

A Freguesia de Campos é uma freguesia do concelho de Vieira do Minho e dista da respectiva sede cerca de 18 km. É composta pelas aldeias de Campos, Lamalonga e Cambêdo. O seu orago é S. Vicente, cuja festa se celebra no último Domingo de Agosto. No lugar de Lamalonga é St. António e celebra-se segundo Domingo de Agosto. A Freguesia é banhada por um curso de água, a que chamam de Rio Lage, e sobre ele existe uma ponte de um arco, estilo românica, muito antiga, que outrora serviu mais assiduamente as populações. Existem também, imensos moinhos de água fixados nas suas margens. Campos é indiscutivelmente, uma freguesia essencialmente rural. A vida da sua população girou, desde sempre, em torno da cultura da terra e dos imensos milheirais que a povoam. As espigas são levadas para o “canastro”, um espigueiro típico da freguesia, por ser diferente dos comuns; este está assente em pilares de rijo granito e é mais comprido e arejado, para que se sequem bem as espigas. O canastro é dividido em quartéis separados entre eles, por duas colunas de pedra e por uma coluna de tábuas pequenas que separam quartel por quartel e a sua cobertura é composta por telhas. Campos é toda ela bastante pitoresca, a julgar pelos seus trajes, muito típicos, compostos pelas características “capuchas”. Outrora funcionaram na freguesia, dois fornos do povo, ou seja, eram fornos comuns, nos quais a população cozia o pão, levando consigo lenha para o abastecer. Por vezes, só eram necessários alguns molhos de urzes e giestas para o manter aceso, pois o seu funcionamento era quase permanente. Estes fornos foram recuperados e são para demonstração turística ou para os residentes que neles queiram avivar a tradição. Como eram muito utilizados e se localizavam no centro da freguesia, a porta da Casa do Povo (assim se chamava o local onde existiam estes fornos) estava sempre aberta, servido, ao mesmo tempo, de abrigo a pobres transeuntes que ali passavam as noites de Inverno. Os fornos são cobertos de pedra lavrada a pico: o forno principal, que se situa perto da Igreja Matriz, é composto por dois arcos, bem defumados, que servem para assentar o telhado feito de grandes padieiras de pedra; o outo forno situa-se no lugar de Lamalonga e tem um arco. No perímetro da área desta freguesia existem cinco minas de volfrâmio: Alto do Ribeiro de Beleirinho, Cruz de Manuel Couto, Monte da Casula, Ribeira das Achas e Seprão. No início da Nacionalidade, Campos estava incluída no Julgado de Borba de Barroso, que mais tarde se tornou no concelho de Ruivães, que actualmente é uma freguesia vizinha e cujo o concelho foi extinto no dia 31 de Dezembro de 1853. Foi vigararia da apresentação do reitor de Viade até à extinção dos coutos, passando depois para a Coroa e, por doação, à Casa de Bragança.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Aldeia de Lamalonga

Partindo da vila de Vieira do Minho siga pela EN 304 até ao lugar de Cerdeirinhas, freguesia de Tabuaças. Na rotunda que liga a EN 304 à EN 103 vire à direita em direcção a Chaves. Mantenha-se na EN 103 durante cerca de 30 km até encontrar do seu lado direito um entroncamento devidamente sinalizado, indicando a direcção a seguir até Campos, são aproximadamente 3 km. A pequena aldeia de Lamalonga situa-se na freguesia de Campos, a cerca de 850 metros de altitude na encosta norte da Serra da Cabreira. Tal como Campos, Lamalonga soube preservar os traços da sua identidade e organização social. Os edifícios de interesse colectivo, o forno e os moinhos reflectem as vivências acentuadamente comunitárias e transmitem às novas gerações os costumes e saberes de outrora. O Carvalhal do Esporão ou Carvalhal de Santo António é sem dúvida o ex-líbris desta localidade, sendo um motivo de orgulho para os habitantes. É uma relíquia verde, um espaço aprazível constituído na sua maioria por árvores centenárias. Este espaço comunitário é gerido pela Comissão de Baldios e ainda conta com o apoio da Associação da Aldeia de Lamalonga (ADLL).

Serra da Cabreira - Vieira do Minho

A Serra da Cabreira é uma elevação de Portugal Continental, com 1262 metros de altitude, no Alto do Talefe. Situa-se no Baixo Minho e no Baixo Barroso , onde faz fronteira com 3 concelhos o de Montalegre o de Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto. É de salientar - além do Alto do Talefe - a aldeia preservada de Agra, os viveiros do Turio e Serradela. Numa zona de transição entre o Minho e Trás-os-Montes, a Serra da Cabreira, onde nasce o Rio Ave, oferece no seu património e nas tradições das suas gentes, uma série de atractivos difíceis de igualar. Na paisagem montanhosa, os pequenos riachos e as quedas de água fazem, no verão, as delícias dos amantes da natureza. Ainda é possível descobrir locais em estado quase selvagem, em muitos recantos da serra. Na Cabreira, existem também uma flora e fauna únicas, onde se destaca o garrano, espécie equídea portuguesa que ainda hoje encontramos com frequência. Nas aldeias mantêm-se costumes de outros tempos: a agricultura de subsistência, o pastoreio e a produção de vinho, em pequena escala, continuam a ocupar as gentes que aqui moram. Do património construído são ainda visíveis, em alguns locais, vestígios da geira, a via romana que ligava Braga a Astorga. Os espigueiros ou canastros, ainda usados para guardar os produtos da terra, também continuam a marcar presença na Cabreira.

Barragem de Guilhofrei - Vieira do Minho

A Barragem de Guilhofrei, localizada no concelho de Vieira do Minho é a mais importante obra de engenharia hidráulica da bacia hidrográfica do Ave, e constitui a albufeira principal do sistema hidroeléctrico em cascata do rio Ave, pertencente ao grupo EDP. É uma barragem do tipo gravidade de construção mista em alvenaria e betão, com uma altura de 49 metros, e um comprimento de 190 metros no coroamento. Cria uma albufeira com uma capacidade total de 21,2 milhões de metros cúbicos, com o nível de pleno armazenamento de 333,35 metros acima do nível do mar. Este sistema de produção hidroeléctrica, iniciou a sua actividade por iniciativa da empresa concessionária Companhia Electro - Hidráulica de Portugal em 1939. Os aproveitamentos deste sistema, dispõem-se de montante para jusante pela seguinte ordem: * Barragem e central "pé-de-barragem" de Guilhofrei (1939). * Central do Ermal (1937). * Central de Ponte de Esperança (1942). * Barragem das Andorinhas e central da Senhora do Porto (1945). A potência total instalada após a entrada em funcionamento de todos estes aproveitamentos era de 13,20 MW, com um desnível máximo de 195,15 metros, entre o nível da albufeira de Guilhofrei e a restituição da central da Senhora do Porto. No entanto, e após várias obras de reforço de potência e de modernização, que incluiu a instalação faseada de novos grupos geradores, foi atingida em 1995 uma potência total de 26,84 MW, e uma produtibilidade média de 67 GWh/ano. É de salientar a importância paisagística do local, observando-se a montante a albufeira e a Serra da Cabreira, e a jusante a paisagem criada por esta obra de engenharia que se abre para o vale, pelo que sugerimos a sua observação atenta e um passeio ao longo do canal até à central do Ermal. É notável a integração paisagística à qual não é alheio o caracter representativo das construções associadas à produção de electricidade. A albufeira do Ermal vai permitir também a exploração de um novo entendimento da paisagem transformada por estas grandes estruturas: o Pavilhão Náutico construído nos anos 50, é sinal disso mesmo. Informações: A barragem de Guilhofrei está permanentemente disponível para visita pública. O percurso pedonal até à central do Ermal é de cerca de 2,5 km.

Ponte da Misarela - Gerês

A bonita Ponte da Misarela situa-se sobre o cristalino rio Rabagão, em pleno Gerês, perto da Barragem da Venda Nova, mais propriamente no lugar da Misarela, freguesia de Ferral, no concelho de Montalegre. Esta estrutura data provavelmente da época medieval, ou pelo menos de tradição arquitectónica medieval, enquadrada de forma espectacular na paisagem de densa vegetação. A ponte está associada a uma já famosa lenda, onde o protagonista é o Diabo, daí que muitas vezes esta seja apelidada de “ponte do Diabo”. Reza a lenda que certo dia um criminoso ao fugir da justiça vê-se encurralado nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão. Em desespero, apelou, à ajuda do diabo, que acedeu, pedindo em troca a sua alma. O diabo fez então aparecer uma Ponte ligando as margens do rio, passando então o criminoso, mas de seguida fazendo-a desaparecer, travando assim as autoridades. O criminoso, arrependido, decide procurar um frade para ter a sua alma de volta. Obedecendo ao plano do frade, o criminoso volta ao lugar a pedir o auxilio do Diabo para a travessia, fazendo reaparecer a ponte. O frade benze então com água benta a Ponte, o penitente recupera a alma perdida e o diabo perde a mais uma batalha do bem contra o mal. A ponte ficou então com um carácter sagrado, e ainda hoje se diz que se algo vai mal numa gravidez, deve a mulher pernoitar debaixo da ponte, e a primeira pessoa que pela manhã passar pela ponte deverá ser o padrinho ou madrinha da criança, que deverá receber o nome de gervásio ou Senhorinha. De facto, regularmente vários Gervásios e Senhorinhas aqui se reúnem desde há tempos remotos, para celebrar esta lenda, que talvez lhes tenha salvo a vida