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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pitões das Junias - Montalegre






 
Pitões (Santa Maria das Júnias) é a capital do turismo Barrosão. É também a capital do Parque Nacional do Gerês.
Pitões das Júnias é uma aldeia situada a cerca de 1200 metros de altitude, no norte de Portugal, dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. Fica próximo a Chaves a leste e Braga a oeste. A distância até a cidade do Porto é de aproximadamente 140 km. Do Aeroporto de Pedras Rubras, a distância é de 133 km, percorridos em 2 horas e 10 minutos.

A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI.
A localização no extremo norte de Portugal, o clima inóspito no Inverno e a consequente imigração contribuíram para que a aldeia conservasse a sua pequena população e o característico aspecto medieval. As construções em pedra e a beleza natural do lugar deram início nos anos 90, ao turismo ecológico na região. Turismo esse que cresce nos meses de Verão com a chegada dos seus descendentes, vindos principalmente do Brasil e da França.
Gente lutadora, Povo guerreiro
Herdeira natural da velhíssima freguesia de São Vicente do Gerês, nas profundezas do rio Beredo, que recebe águas de vários ribeirinhos na montanha, Pitões é a povoação mais alta de Barroso, na cota dos 1100 metros. Este facto contribuiu em grande medida para a elevada qualidade do presunto e fumeiro desta localidade.
Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira: não resistiu à destruição do Castelo, nem do Mosteiro, nem da sua “república ancestral” (conjunto de normas comunitárias e democráticas dos seus habitantes) mas resistiu aos Menezes, condes da Ponte da Barca, a quem um rapaz de casa do Alferes foi raptar uma filha com a qual casou; e resistiu à pilhagem e assaltos sistemáticos que os Castelhanos organizavam durante a guerra da Restauração. Em 1665, “um grande troço de infantaria e cavalaria, sob comando de D. Hieronymo de Quiñones atacou Pitões mas não só não conseguiram queimar o povo como este lutou bravamente pondo em fuga o inimigo e sem perdas”. Alguns dias após (com os pitonenses a ajudar, em represália) o capitão de couraças João Piçarro, com 800 infantes, atacaram Baltar, Niño d’Águia, Godin, Trijedo e Grabelos “donde trouxeram 400 bois, 1500 ovelhas e 20 cavalos”. E resistiu ao florestamento da Mourela, com pinheiros, o que levaria à perda das suas vezeiras. Resistiram sempre e ainda bem resistem!
Nesta aldeia pode visitar a corte do boi do povo, agora reconstruída como pólo do ecomuseu.



DADOS GERAIS
Padroeiro: São Rosendo
População total (2001): 201 habitantes
População feminina (2001): 108 habitantes
População masculina (2001): 93 habitantes
Eleitores (2002): 188
Área: 36,890 km2
Actividades Económicas: Agrícola e pecuária.
Gastronomia: Cozido à Portuguesa, cabrito estufado, cabra estufada, sopa de vinho, rabanadas pão-de-ló e aletria.
Artesanato: Meias e aventais de lã de ovelha, croças de junco.
Movimento Associativo: Associação Cultural e Recreativa “O Fiadeiro de Pitões”
Festas: Santo António (13 de Junho), São João (24 de Junho), São João da Fraga (25 de Junho), Nossa Senhora das Júnias (15 de Agosto), e Santa Bárbara (16 de Agosto).

Fauna: Lobo-ibérico, javalí, corço, cabra-loura, gato bravo, açor, peneireiro, papa-figos, fuinha, lebre e coelho bravo. Avifauna: gavião, águia-real, perdiz, cuco, coruja, melro, milhafre, andorinhas, águia-cobreira, águia-de-asa-redonda, tartaranhão-caçador.
Répteis: sardão, cobra rateira, víbora cornuda
Truta-de-rio.
Flora: Lírio-do-gerês, narcisos, anémona, silene, violetas, vários arbustos (carqueja, urze, tojos, torga, sargaço, giestas, hipericão, macela e azevinho), carvalho-negral, carvalho-alvarinho, vidoeiros, aveleiras, amieiros, salgueiros e alguns exemplares de teixo.

Locais de Interesse Turístico: Parque Natural de Peneda do Gerês, Desfiladeiro da Fecha Velha,
Mosteiro de Nossa Senhora das Junias, Cascata de Pitões.
Ecologia: Serra do Gerês.
Cursos de Água: Rio de Camposinho, Buredo, Fornos e Avelaira.

sábado, 24 de novembro de 2012

Aldeia de Campos - Vieira do Minho

A Freguesia de Campos é uma freguesia do concelho de Vieira do Minho e dista da respectiva sede cerca de 18 km. É composta pelas aldeias de Campos, Lamalonga e Cambêdo. O seu orago é S. Vicente, cuja festa se celebra no último Domingo de Agosto. No lugar de Lamalonga é St. António e celebra-se segundo Domingo de Agosto. A Freguesia é banhada por um curso de água, a que chamam de Rio Lage, e sobre ele existe uma ponte de um arco, estilo românica, muito antiga, que outrora serviu mais assiduamente as populações. Existem também, imensos moinhos de água fixados nas suas margens. Campos é indiscutivelmente, uma freguesia essencialmente rural. A vida da sua população girou, desde sempre, em torno da cultura da terra e dos imensos milheirais que a povoam. As espigas são levadas para o “canastro”, um espigueiro típico da freguesia, por ser diferente dos comuns; este está assente em pilares de rijo granito e é mais comprido e arejado, para que se sequem bem as espigas. O canastro é dividido em quartéis separados entre eles, por duas colunas de pedra e por uma coluna de tábuas pequenas que separam quartel por quartel e a sua cobertura é composta por telhas. Campos é toda ela bastante pitoresca, a julgar pelos seus trajes, muito típicos, compostos pelas características “capuchas”. Outrora funcionaram na freguesia, dois fornos do povo, ou seja, eram fornos comuns, nos quais a população cozia o pão, levando consigo lenha para o abastecer. Por vezes, só eram necessários alguns molhos de urzes e giestas para o manter aceso, pois o seu funcionamento era quase permanente. Estes fornos foram recuperados e são para demonstração turística ou para os residentes que neles queiram avivar a tradição. Como eram muito utilizados e se localizavam no centro da freguesia, a porta da Casa do Povo (assim se chamava o local onde existiam estes fornos) estava sempre aberta, servido, ao mesmo tempo, de abrigo a pobres transeuntes que ali passavam as noites de Inverno. Os fornos são cobertos de pedra lavrada a pico: o forno principal, que se situa perto da Igreja Matriz, é composto por dois arcos, bem defumados, que servem para assentar o telhado feito de grandes padieiras de pedra; o outo forno situa-se no lugar de Lamalonga e tem um arco. No perímetro da área desta freguesia existem cinco minas de volfrâmio: Alto do Ribeiro de Beleirinho, Cruz de Manuel Couto, Monte da Casula, Ribeira das Achas e Seprão. No início da Nacionalidade, Campos estava incluída no Julgado de Borba de Barroso, que mais tarde se tornou no concelho de Ruivães, que actualmente é uma freguesia vizinha e cujo o concelho foi extinto no dia 31 de Dezembro de 1853. Foi vigararia da apresentação do reitor de Viade até à extinção dos coutos, passando depois para a Coroa e, por doação, à Casa de Bragança.