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sábado, 29 de dezembro de 2012

Praia do Barril - Tavira - Cemitério de Ancoras





 
 
 
Aqui foram deixadas estas âncoras utilizadas na pesca do atum ao longo dos tempos! Antigas âncoras usadas nas armações de captura de atum.
Este cemitério encontra-se em Pedras D`el Rei, na praia do Barril, em Tavira.
Estas âncoras eram usadas nas antigas Armações de pesca ao Atum e Sardinha.
As Armações eram artes de pesca do tipo armadilha fixa de grande extensão, aberta ou não à superfície. Constituídas por redes verticais sustentadas por estacas, bóias, cabos e âncoras, constituindo uma série de canais, barreiras e câmaras, através dos quais os peixes são conduzidos até ao corpo. Encontram-se, geralmente, divididas em diversos compartimentos que podem ou não ser fechados na base por um pano de rede. As Armações tiveram grande importância na pesca do atum e sardinha, contribuindo fortemente para o desenvolvimento da industria das conservas em Portugal. As primeiras Armações a desaparecer foram as da sardinha enquanto a última Armação para o atum, instalada no Cabo de Santa Maria, encerrou a sua actividade em 1968. O desaparecimento das armações do atum deveu-se não só a custos de exploração económica, mas também devido, possivelmente a um maior afastamento do atum da costa. As Armações para a pesca do atum eram mais vulgares no Algarve , embora na costa ocidental existissem algumas(Pedra e Ponta da Galé, Setúbal, Cabo Carvoeiro, Cabo de São Vicente, Arrifana,) por exemplo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Nazaré

A Vila da Nazaré é conhecida pelas suas gentes típicas, pelas tradições e costumes, como as sete saias, pela areia branca e macia e pelo imenso mar azul, Nazaré, uma inacabada sinfonia de odores sabores capaz de seduzir qualquer turista. As nazarenas assumem o papel de verdadeiros chefes de familia. Sempre atarefadas nas lides domésticas e na educação dos filhos, acumulam ainda a responsabilidade de gerir as finanças, os negócios e representar a familia nos assuntos públicos e privados. A convivência com outras mulheres representa uma parte importante do seu dia-a-dia: a casa está sempre pronta a receber visitas.Por seu turno, o homem tem um papel mais passivo nos assuntos familiares.Vê o seu tempo dividido entre o trabalho, a preparação dos apetrechos da pesca, a taberna ou o café e os longos passeios à beira mar, á conversa com os amigos.A sua permanência em casa resume-se às horas das refeições e do descanso. Os nazarenos sempre viveram segundo valores muito elevados e principios rigorosos, mantendo as suas tradicções e costumes. Por exemplo, o singular traje nazareno manteve-se até aos nossos dias: as sete saias ainda são exibidas com muito orgulho.A arquitectura típica é bela pela sua singeleza e reflete a boa alma do povo. Finalmente, falar à moda da Nazaré é quase um dialecto cantado e colorido. Na zona costeira, os frutos do mar são a base da gastronomia local, com magnificas sopas de marisco, grelhados de peixe fresco e caldeiradas suculentas e o bacalhau. Na Nazaré, como não poderia deixar de ser, os pratos à base de peixe, como a sardinha assada, a caldeirada, os carapaus secos ao sol e o robalo assado no forno, fazem jus à localização geográfica desta típica praia portuguesa. Para acompanhar, encontrará ainda bons vinhos ( da região da estremadura, Ribatejo e Alentejo).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Praia da Apúlia (Lugar dos Moinhos)

Apúlia é uma antiga e tradicional vila piscatória do norte de Portugal. Desde sempre que os seus habitantes aproveitaram o facto de esta costa ser constantemente fustigada por ventos vindos do oceano e construíram estes belos Moinhos de Vento que, apesar de já não moerem o cereal, são património cultural. À semelhança do moinho ribeirinho, este tipo de moinhos utilizavam o mesmo sistema para moer os cereais, sendo a única diferença, a força motriz, isto é, enquanto que nos moinhos de rio eram movidos pela força das águas, o moinho de vento é movido pela força do vento. O vento fazia mover uma espécie de velas pequenas fixas em paus que depois moviam a pedra que triturava o cereal, no interior do moinho.